Com alta de mais de 30% no ano, o ouro se valoriza em meio a tensões globais, políticas dos EUA e corrida por segurança.
O ouro, símbolo clássico de estabilidade financeira, atingiu em 2025 um novo recorde histórico: mais de US$ 3.490 por onça-troy. A valorização acumulada no ano supera os 30%, impulsionada por uma combinação de fatores econômicos, políticos e estratégicos.

A seguir, entenda o que está por trás dessa disparada.
A continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, o agravamento da situação no Oriente Médio e a nova guerra comercial entre EUA e China aumentaram a busca global por segurança. Em cenários de risco, investidores recorrem ao ouro como ativo de proteção.
Com sinais de que o Federal Reserve (Fed) poderá reduzir as taxas de juros em breve, ativos como o ouro ganham atratividade. Juros menores diminuem o custo de oportunidade de manter ouro (que não gera rendimento), favorecendo sua valorização.
Países como China, Índia e Cazaquistão estão ampliando suas reservas de ouro. Esse movimento reforça a demanda global e busca reduzir a exposição ao dólar americano, em um contexto de tensões geoeconômicas.
Com inflação persistente, crescimento global incerto e oscilações em bolsas de valores, o ouro voltou a ser considerado uma proteção sólida para o patrimônio — inclusive por grandes fundos e investidores institucionais.
E agora, ainda vale a pena investir?
Especialistas destacam que o ouro deve ser encarado como uma reserva de valor de longo prazo. Apesar da alta expressiva, seu papel é mais de proteção do que de especulação. Para quem busca estabilidade e diversificação, continua sendo uma opção relevante — especialmente em períodos turbulentos como o atual.
